O dólar comercial fechou essa sexta-feira (8) em moderada baixa de 0,61%, cotado a R$ 4,8920, com perda na semana de 1,25%. O resultado é o menor valor desde 15 de janeiro de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,8890; na máxima, chegou a R$ 4,9130
Neste pregão, o mercado seguiu repercutindo o encontro realizado ontem (7) entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na Casa Branca.
Segundo Lula, a reunião, que durou cerca de três horas, teve como foco principal temas relacionados ao comércio bilateral e minerais críticos.
Após o encontro, o governo federal passou a tratar como prioridade no Senado o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados nesta semana, é vista pelo Planalto como estratégica para o desenvolvimento da cadeia de terras raras, industrialização e segurança econômica, e deve ser pautada ainda em maio.
Na agenda econômica doméstica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 2,42% em abril, após alta de 1,14% em março.
No mercado corporativo, as ações da Embraer recuaram cerca de 10% na Bolsa Brasileira (B3), após a companhia divulgar lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Nos EUA, o destaque ficou para o payroll, principal relatório de emprego do país. A economia norte-americana criou 115 mil vagas em abril, acima das expectativas do mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%.
Os dados reforçaram a percepção de resiliência da economia americana, aumentando as apostas de manutenção dos juros elevados por mais tempo pelo Federal Reserve (Fed).
Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano voltou a cair. A pesquisa da Universidade de Michigan recuou para 48,2 pontos em maio, o menor nível da série histórica, refletindo preocupações com a alta dos combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio.
No radar, investidores continuam atentos ao conflito na região envolvendo EUA e Irã. O Comando Central americano informou que mais de 70 navios-tanque estavam impedidos de entrar ou sair de portos iranianos nesta sexta-feira, enquanto Washington aguardava uma resposta oficial de Teerã para sua proposta de cessar-fogo.