O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (3) em leve baixa de 0,36%, cotado a R$ 5,3100, com perda acumulada de 0,45% na parcial da semana. Na mínima de hoje, o câmbio caiu para R$ 5,2970; na máxima, atingiu R$ 5,3220.
Neste pregão, o mercado foi influenciado principalmente pelos dados do relatório de empregos da ADP, que registrou queda de 32 mil vagas no setor privado dos Estados Unidos em novembro, contrariando as expectativas e reforçando a leitura de desaceleração da economia norte-americana. O dado elevou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá cortar os juros já na próxima semana.
Segundo o FedWatch, do CME Group, o mercado precifica 89% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual — bem acima das projeções de meados de novembro.
Os investidores também monitoram a possibilidade de que Kevin Hassett, atual assessor econômico da Casa Branca, seja indicado por Donald Trump para assumir a presidência do Fed em 2026. Hassett é visto como mais propenso a defender juros mais baixos, o que reforça a leitura de uma política monetária expansionista à frente.
Ainda nos EUA, o PMI Composto, divulgado pela S&P Global, saiu de 54,6 em outubro para 54,2 em novembro, enquanto o PMI de Serviços (ISM) subiu de 52,4 para 52,6 no período. Embora mistos, os dados mostram perda de fôlego em alguns segmentos e resiliência em outros.
No Brasil, o setor de serviços voltou a crescer após sete meses de contração. O PMI de Serviços, calculado pela S&P Global, subiu de 47,7 para 50,1, atingindo o maior nível em oito meses e ultrapassando o limite de 50 pontos que separa retração de expansão.
No âmbito político, os agentes aguardam a votação da LDO de 2026 pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), após o cancelamento da sessão anterior.