O dólar comercial fechou essa quarta-feira (22) em leve baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0500, com desvalorização na parcial da semana de 1,12%. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0490; na máxima, subiu a R$ 5,0820.
Neste pregão, o câmbio seguiu movimento similar com o visto no de ontem (21), foi favorecido pela avaliação de parte do mercado de que a valorização do petróleo continua trazendo mais benefícios do que prejuízos para economias exportadoras da commodity, como a brasileira.
Apesar do aumento das tensões geopolíticas, os investidores consideram que a alta do petróleo tende a compensar o avanço dos prêmios de risco globais.
Na madrugada desta quarta-feira, pelo horário local, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo o governo norte-americano, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã.
Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar “muito em breve” a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz, onde especialistas acreditam estar parte da infraestrutura subterrânea utilizada pelo Irã para o enriquecimento de urânio.
No mercado doméstico, os investidores repercutiram a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA sobre parte das exportações brasileiras.
A medida foi adotada após investigação conduzida pelo governo norte-americano concluir que o Brasil mantém práticas consideradas restritivas ao comércio bilateral, citando, entre outros pontos, o sistema de pagamentos Pix e a regulação de plataformas digitais.
Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo buscará alternativas para mitigar os impactos das novas tarifas. Durante cerimônia de lançamento de uma nova etapa do Programa Brasil Soberano, o presidente defendeu a adoção de medidas para preservar a competitividade das empresas brasileiras.
No mesmo evento, o governo federal anunciou R$ 18,5 bilhões em novas linhas de financiamento destinadas a empresas afetadas pelas tarifas norte-americanas.