dólar comercial fechou essa quinta-feira (9) em moderada baixa de 0,76%, a R$ 5,0620, com desvalorização acumulada de 1,86% na parcial da semana. Esse é o menor valor desde 8 de abril de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0580; na máxima, subiu para R$ 5,1060.

Neste pregão, o movimento foi influenciado pelo maior apetite ao risco global, ainda refletindo os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Apesar de episódios de violação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o mercado mantém uma tendência mais otimista, especialmente após declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a abertura de negociações com o Líbano.

No cenário macroeconômico, indicadores dos Estados Unidos também estiveram no radar. Os pedidos de auxílio-desemprego somaram 219 mil na semana encerrada em 4 de abril, acima da expectativa do mercado.

O índice PCE, principal medida de inflação do Federal Reserve, avançou 0,4% em fevereiro, em linha com o esperado. Já leitura final do PIB do 4º trimestre de 2025 indicou crescimento anualizado de 0,5%, abaixo da estimativa preliminar de 0,7%.

Os dados reforçam a percepção de desaceleração econômica, o que pode influenciar a trajetória dos juros nos EUA.

No cenário doméstico, com agenda mais esvaziada, os investidores aguardam a divulgação do IPCA de março, prevista para sexta-feira (10), que deve trazer novos sinais sobre a inflação brasileira.