O dólar comercial fechou essa quarta-feira (8) em moderada baixa de 0,95%, a R$ 5,1010, com desvalorização acumulada de 1,11% na parcial da semana. Esse é o menor valor maio de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0630; na máxima, subiu para R$ 5,1170.

 

Petróleo recua e reduz pressão inflacionária

Neste pregão, o movimento de queda foi impulsionado pelo alívio nas tensões geopolíticas, após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a percepção de risco global e favoreceu ativos de maior risco, como moedas emergentes.

Com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa de normalização no fluxo de petróleo, os preços da commodity recuaram para abaixo de US$ 100 por barril, amenizando preocupações inflacionárias no cenário global.

As negociações para um acordo definitivo devem começar em 10 de abril, em Islamabad, no Paquistão, país que mediou a trégua inicial.
Incertezas ainda limitam otimismo

Apesar do alívio inicial, os investidores seguem cautelosos diante das dúvidas sobre a efetiva retomada logística em Ormuz e a fragilidade do acordo.

Relatos da imprensa iraniana indicaram um novo fechamento do estreito após supostas violações do cessar-fogo por parte de Israel, que intensificou ataques no Líbano contra o Hezbollah. O episódio expõe a complexidade do conflito, que ainda envolve múltiplos atores na região.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, chegou a afirmar que o Líbano estaria incluído no cessar-fogo, mas autoridades israelenses negaram e indicaram continuidade das operações militares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou que o Líbano não faz parte do acordo.

 

Fed mantém cautela com inflação

No campo macroeconômico, a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), realizada em março, mostrou que parte dos dirigentes do Federal Reserve passou a considerar a possibilidade de elevação de juros, caso a inflação permaneça acima da meta de 2%.

Ainda assim, o documento indica que a maioria dos membros segue projetando cortes de juros no cenário base, refletindo um ambiente de incerteza quanto à trajetória da política monetária nos Estados Unidos.

 

Cenário doméstico no radar

No Brasil, o mercado também acompanhou declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou não haver indícios de irregularidades na atuação do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, no caso envolvendo o Banco Master.

Além disso, novas pesquisas eleitorais apontaram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Executivo, reforçando o cenário de indefinição política no país.