O dólar comercial fechou essa quarta-feira (27) em moderada alta de 0,68%, cotado a R$ 5,0590, com valorização acumulada de 0,68% na parcial da semana. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,0680; na mínima, caiu para R$ 5,0300.
Neste pregão, os investidores reagiram à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio, que avançou 0,62% na comparação mensal, acima da expectativa do mercado, de 0,53%.
Com o resultado, o índice acumula alta de 3,02% no ano e de 4,64% em 12 meses, acima dos 4,37% observados no período imediatamente anterior.
O dado deve influenciar a tomada de decisão do Banco Central (BC) nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), influenciando a curva de juros futuros.
No cenário político, o destaque ficou para a aprovação, na comissão especial da Câmara dos Deputados, do parecer da PEC da redução da jornada de trabalho. O texto relatado pelo deputado Leo Prates foi aprovado por 34 votos favoráveis e quatro contrários. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.
No cenário internacional, o mercado acompanhou a forte queda do petróleo diante das expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os investidores seguem atentos à possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota global para o transporte de petróleo e gás.
Nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã deseja fechar um acordo, mas reconheceu que ainda não há consenso entre as partes. “O Irã está muito empenhado, eles querem muito fechar um acordo. Até agora, não conseguiram… não estamos satisfeitos com isso”, declarou Trump.
O principal impasse segue relacionado ao programa nuclear iraniano, com os EUA exigindo restrições ao enriquecimento de urânio por parte de Teerã.