O dólar comercial encerrou essa sexta-feira (19) em leve baixa de 0,15%, cotado a R$ 5,1650, mas com ganho acumulado na semana de 2,12%. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1330; na máxima, subiu a R$ 5,1690.

Neste pregão, o mercado operou em ritmo mais lento devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que reduziu a liquidez global e levou investidores a realizarem ajustes de posições após as fortes altas registradas ao longo da semana.

Ainda assim, o cenário continuou sendo influenciado pelas decisões de política monetária anunciadas na chamada Super-Quarta. O Federal Reserve (Fed) manteve os juros norte-americanos entre 3,50% e 3,75% ao ano.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

No cenário internacional, os investidores acompanharam os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã. A reunião que seria realizada na Suíça para discutir a implementação do acordo de paz firmado nesta semana foi cancelada, aumentando as incertezas sobre o processo diplomático.

A suspensão das conversas contribuiu para uma recuperação dos preços do petróleo, à medida que o mercado voltou a incorporar riscos relacionados ao fornecimento global de energia e à estabilidade da região do Oriente Médio.

No mercado doméstico, o foco permaneceu sobre a operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. As investigações alcançaram o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, aumentando a atenção dos agentes financeiros sobre o ambiente político.

Para a próxima semana, os investidores acompanharão a agenda internacional do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que embarca para a China na segunda-feira (22). Estão previstos encontros com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, e com o ministro das Finanças chinês, Lan Fo’an, em meio aos esforços para ampliar a cooperação econômica entre os dois países.