dólar comercial encerrou essa sexta-feira (10) em leve baixa de 0,31%, cotado a R$ 5,1060, com perda acumulada de 1,16% na semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0970; na máxima, subiu a R$ 5,1240.

Neste pregão, o principal destaque do dia foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação oficial avançou 0,16% em junho, desacelerando frente à alta de 0,58% registrada em maio e ficando abaixo da expectativa do mercado, de 0,31%.

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,36% em 2026 e de 4,64% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,72% observados no período imediatamente anterior. A leitura reforçou as expectativas do mercado de um novo corte da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para o fim deste mês.

No cenário internacional, os investidores continuaram monitorando o aumento das tensões no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã concordaram em manter as negociações de paz, apesar de declarar que o cessar-fogo estabelecido no acordo preliminar do mês passado “acabou”.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã solicitou a continuidade das conversas e que os EUA aceitaram prosseguir com as negociações. Até o fechamento do mercado, a imprensa estatal iraniana não havia confirmado nem negado a informação.

Em Wall Street, a estreia da fabricante sul-coreana de chips SK Hynix na Nasdaq também esteve no radar dos investidores. Os recibos de depósito americanos (ADRs) da companhia abriram a US$ 170, após precificação em US$ 149 por ação, e encerraram o pregão com valorização próxima de 13%.

Parte do mercado avalia que a nova oferta pode disputar recursos com empresas norte-americanas do setor de semicondutores, como a Micron Technology.