O dólar comercial terminou essa quinta-feira (6) em leve baixa de 0,41% cotado a R$ 5,1060, mas com ganho na parcial da semana de 0,73%. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0900, enquanto que na máxima subiu para R$ 5,1270.
Neste pregão, o mercado seguiu repercutindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano, no quarto corte consecutivo.
No comunicado, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos da política monetária, destacando que o ambiente de elevada incerteza, a desancoragem das expectativas de inflação e os riscos ao cenário econômico exigem cautela na condução dos juros.
No cenário doméstico, os investidores também acompanharam declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou, em entrevista à GloboNews, que o aumento da dívida pública brasileira está relacionado ao elevado custo dos juros, e não à expansão dos gastos públicos. Segundo o ministro, o governo precisa refinanciar títulos vencidos por meio da emissão de novos papéis, o que amplia as despesas financeiras.
No exterior, o mercado avaliou o aumento das apostas em uma elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed). As taxas dos títulos do Tesouro norte-americano avançaram após declarações indicando que o presidente da instituição, Kevin Warsh, poderá apoiar uma alta dos juros na reunião de setembro caso os próximos indicadores de inflação surpreendam para cima.
Os dados do mercado de trabalho reforçaram essa percepção. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA somaram 199 mil na última semana, abaixo da expectativa de 204 mil, sinalizando que o mercado de trabalho segue resiliente.
Agora, as atenções se voltam para a divulgação do payroll nesta sexta-feira (7). O consenso do mercado é de que um mercado de trabalho ainda aquecido reforçaria a avaliação de que a trajetória da inflação continuará sendo o principal fator para a decisão do Fed sobre os juros na reunião de 16 de setembro.
No mercado de energia, o petróleo voltou a subir após notícias de que uma comissão do Parlamento iraniano analisa um projeto de lei que proibiria a passagem de embarcações dos Estados Unidos, de Israel e de outros países considerados hostis pelo Estreito de Ormuz, além de prever multas de até 20% do valor da carga para eventuais infratores.