dólar comercial terminou essa segunda-feira (17) em leve baixa de 0,33% cotado a R$ 5,2000. Na mínima do dia, o câmbio recuou a R$ 5,1800; na máxima, bateu R$ 5,2200.

No mercado doméstico, os investidores repercutiram uma série de indicadores econômicos, com destaque para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador recuou 0,6% em junho de 2026 na comparação mensal, ante expectativa de queda de 0,5%.

No trimestre encerrado em junho, o IBC-Br avançou 0,2% frente aos três meses imediatamente anteriores. A retração mensal acima do esperado reforçou entre os agentes a percepção de desaceleração da atividade econômica, cenário que pode ampliar o espaço para novos cortes da taxa Selic pelo Banco Central.

Também nesta segunda-feira, o Banco Central (BC) divulgou uma nova edição do Boletim Focus. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 permaneceu em 5,02%, interrompendo uma sequência de seis semanas consecutivas de queda.

A estimativa para o crescimento do PIB neste ano permaneceu em 1,98%, enquanto a projeção para o dólar ao final de 2026 foi mantida em R$ 5,20. Para a Selic, as expectativas continuaram em 13,75% ao ano no encerramento de 2026 e 12,00% ao ano ao final de 2027.

Ainda entre os indicadores, o IGP-10 recuou 0,51% em agosto, após queda de 1,13% em julho.

No ambiente corporativo, o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia elevou a cautela em relação ao setor varejista. A medida envolve a companhia e outras nove empresas do grupo e busca renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, além de assegurar a continuidade das operações.

No exterior, as atenções permaneceram voltadas para o conflito entre Estados Unidos e Irã, com o cessar-fogo de 60 dias expirando nesta segunda-feira sem perspectiva de um novo acordo. Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, Teerã descartou negociações para prorrogar o memorando de entendimento.

Um alto funcionário iraniano também afirmou à Reuters que o país poderá adotar uma postura ofensiva caso os esforços diplomáticos com Washington fracassem. Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom das declarações sobre o conflito, ampliando a cautela nos mercados internacionais.