dólar comercial encerrou essa sexta-feira (17) em leve alta de 0,20%, cotado a R$ 5,1070, com ganho acumulado de 0,02% na semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1030; na máxima, subiu a R$ 5,1310.

Neste pregão, os investidores acompanharam a repercussão do tarifaço norte-americano de 25% sobre os produtos brasileiros. Além disso, os agentes do mercado se mantiveram atentos ao noticiário político e econômico nacional.

Nesta quinta-feira (16), o Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) decidiu que iria uma nova sobretaxa sobre vários segmentos dos embarques brasileiros para o território norte-americano.

Segundo o levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, cerca de 18% das exportações brasileiras para o país seriam afetados. O tarifaço, que entra em vigor em 22 de julho, atingirá os setores de máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e produtos de alumínio.

Ainda nos EUA, o mercado repercute a divulgação da Produção Industrial do país em junho. Segundo o Federal Reserve (Fed), o segmento registrou alta de 0,1% em junho, o mesmo crescimento anotado em maio, mas abaixo dos 0,2% esperado pelos investidores.

No Oriente Médio, o governo norte-americano voltou a confirmar novos ataques à infraestrutura militar e marítima do Irã, na região do Estreito de Ormuz. Após a ofensiva, as forças iranianas sinalizaram que devem realizar uma retaliação aos ataques. A escalada de tensões entre os dois países voltou a impulsionar os preços globais do petróleo.

No cenário nacional, o governo federal, segundo informação da Folha de S. Paulo, deverá manter em R$ 1,12 por litro o subsídio sobre as vendas de óleo diesel, adiando a redução do incentivo diante das incertezas geradas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do combustível fóssil.

Em Brasília, a partir de amanhã, a Câmara dos Deputados entrará no recesso parlamentar de julho, que se encerra no dia 31 deste mês. O presidente da casa, deputado Hugo Motta, havia afirmado que não seriam haveria discussões de pautas polêmicas nesta sexta-feira.

No âmbito econômico, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 1,31% em julho, ante baixa de 0,30% registrada em junho. Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,00% no ano e de 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de 3,42% em 12 meses.

Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), publicado nesta manhã pelo Banco Central (BC) e considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,10% em maio de 2026 na comparação mensal, ante expectativa do mercado de completa estabilidade.