O dólar comercial terminou essa quinta-feira (27) em leve alta de 0,23%, cotado a R$ 5,1620, com ganho acumulado na parcial da semana de 0,39%. Na máxima do dia, a moeda subiu a R$ 5,1750; na mínima, desceu a R$ 5,1410.
Neste pregão, o câmbio recebeu suporte das incertezas em torno de uma solução diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã, que segue afetando o Estreito de Ormuz e mantendo preocupações sobre possíveis impactos inflacionários globais.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não tem interesse em retomar os termos do memorando de entendimento firmado com o Irã em junho, reforçando as dúvidas sobre uma resolução de curto prazo para o conflito.
Nos Estados Unidos, as atenções também se voltaram para o primeiro dia do Simpósio de Jackson Hole. O mercado aguarda pelo discurso do chairman do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, agendado para sexta-feira (28), em busca de sinais sobre a condução da política monetária e os recentes movimentos no mercado de Treasuries.
Entre os indicadores econômicos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego recuaram para 203 mil, reforçando a percepção de resiliência do mercado de trabalho norte-americano e reduzindo as apostas em cortes de juros no curto prazo.
Em Wall Street, os investidores também repercutiram positivamente os resultados da Nvidia. A companhia projetou crescimento de cerca de 70% da receita no ano fiscal de 2028 e faturamento de US$ 108 bilhões no próximo trimestre. No segundo trimestre fiscal, a receita alcançou US$ 96,2 bilhões, alta de 106% na comparação anual.
No cenário doméstico, os agentes acompanharam novos indicadores econômicos e o ambiente político.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, queda de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre terminado em abril. Na comparação anual, houve recuo de 0,3 p.p.
Já o Banco Central (BC) informou que o Brasil registrou déficit de US$ 8,110 bilhões em transações correntes em julho. No acumulado em 12 meses, o saldo negativo correspondeu a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).
No cenário político, o senador Omar Aziz protocolou seu parecer sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, mantendo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o relatório deverá ser apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana.
Por fim, pesquisa PoderData/Aya, realizada entre 23 e 26 de agosto, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um cenário de primeiro turno, com 38% e 35% das intenções de voto, respectivamente.