O dólar comercial fechou essa quarta-feira (18) em moderada alta de 0,90%, a R$ 5,2440, mas com perda acumulada na parcial da semana de 1,34%. O resultado foi a máxima do dia, enquanto que na na mínima, o câmbio caiu para R$ 5,1860.
Fed mantém juros e sinaliza cautela
Neste pregão, os investidores reagiram às decisões da chamada “Superquarta”. O Federal Reserve (Fed), por meio do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Essa foi a segunda reunião consecutiva sem alterações na taxa, que permanece 0,75 ponto percentual abaixo do nível observado em março de 2025.
Após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a autoridade monetária seguirá com uma política levemente restritiva, buscando equilibrar os riscos de desaceleração do mercado de trabalho e de pressão inflacionária.
Sobre o conflito no Oriente Médio, Powell destacou que ainda é cedo para medir seus impactos na economia, mas ressaltou que preços mais altos de energia tendem a elevar a inflação e podem reduzir o ritmo de consumo e emprego.
No Brasil, as atenções se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para as 18h30. A expectativa majoritária do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 14,75% ao ano.
Geopolítica segue no radar
O cenário internacional continua sendo influenciado pela guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã. O Estreito de Ormuz segue no centro das tensões, com os EUA realizando ataques contra sistemas iranianos na tentativa de reabrir a rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Com isso, os preços da commodity permanecem acima de US$ 100 o barril, elevando os riscos inflacionários em nível global.
No cenário doméstico, o governo brasileiro tem adotado medidas para mitigar os impactos da alta dos combustíveis. Entre elas, estão a redução dos tributos PIS e Cofins sobre o diesel e o estudo da eliminação do ICMS sobre a importação do combustível, medida que ainda depende de negociação com os estados.