O dólar comercial terminou essa quarta-feira (26) em leve alta de 0,19%, cotado a R$ 5,1500, com ganho acumulado na parcial da semana de 0,16%. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,1630; na mínima, desceu a R$ 5,1380.
Neste pregão, o mercado repercutiu a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou uma deflação de 0,40% em agosto, ante alta de 0,06% em julho. O mercado projetava um recuo de 0,30%.
Com o resultado, no ano, o IPCA-15 acumula ganho de 3,24%; em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O resultado gerou diferentes movimentos, com parte do mercado apoiando um novo corte na taxa Selic já na reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto outra parte entende que não há evidências suficientes para uma redução.
No viés político, os investidores reagiram à notícia da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Na ocasião, o chefe do Executivo pediu para que as lideranças apoiassem e colocassem em votação propostas consideradas prioridades do governo, sendo elas a MP das blusinhas, fim da escala “6×1”, terrar raras e a PEC da Segurança.
Ademais, o Tesouro Nacional divulgou que a dívida pública federal cresceu 0,22% em julho e atingiu R$ 9,28 trilhões. De acordo com o Tesouro, o resultado está relacionado ao crescimento da dívida em decorrência do aumento dos juros, no valor de R$ 85,53 bilhões. Esse movimento foi em parte neutralizado pelo resgate líquido, no valor de R$ 65,14 bilhões.
No exterior, o foco esteve na publicação do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) de julho nos Estados Unidos. O indicador avançou 0,2% no período, acima da queda de 0,1% anotada em junho e da expectativa do mercado
O acumulado de 12 meses do indicador manteve-se estável em 3,7% na passagem de junho para julho, acima da expectativa de 3,6% projetada pelo mercado.
O PCE é um dos principais indicadores utilizados pelo Federal Reserve (Fed) na decisão sobre política monetária.
O desempenho mantém um ar de dúvida sobre qual caminho o Fed deve tomar no próximo encontro, tendo em vista que a inflação norte-americana segue resistente e amplia a necessidade de elevar os juros. No entanto, tal medida é amplamente descartada pelo presidente Donald Trump, que exerce uma pressão política para baixar os juros.
Por fim, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou a uma taxa anual de 1,5% no segundo trimestre de 2026, mostra a segunda leitura preliminar do Departamento do Comércio (DOC). A estimativa veio em linha com as expectativas do mercado.