O dólar comercial encerrou essa terça-feira (16) em leve alta de 0,41%, cotado a R$ 5,0850. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,1010; na mínima, recuou a R$ 5,0480.
Neste pregão, os investidores adotaram uma postura mais cautelosa diante das decisões de política monetária que serão anunciadas nesta quarta-feira (17) pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Nos EUA, a expectativa predominante é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, na primeira reunião comandada por Kevin Warsh à frente do banco central norte-americano.
No Brasil, o mercado permanece dividido quanto ao próximo passo da política monetária, embora parte dos agentes ainda aposte em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
O cenário doméstico também contribuiu para a cautela dos investidores. Além das discussões fiscais, o mercado acompanhou a divulgação de novas pesquisas eleitorais.
Levantamentos divulgados pela CNT/MDA e pela Futura Inteligência/Apex indicaram ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventuais cenários para a eleição presidencial de 2026.
No campo econômico, os dados divulgados nesta terça-feira mostraram sinais mistos para a atividade doméstica.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo recuaram 1,5% em abril na comparação com março. Em relação ao mesmo mês do ano passado, no entanto, houve avanço de 1,0%.
Já o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio. Com o resultado, o indicador acumula avanço de 3,16% no ano e de 2,15% nos últimos 12 meses.
No radar, os investidores seguem monitorando as negociações entre EUA e Irã. A expectativa de assinatura de um acordo de paz na próxima sexta-feira (19) continua pressionando os preços do petróleo no mercado internacional.