dólar comercial encerrou essa terça-feira (14) em forte baixa de 1,01%, cotado a R$ 5,0770. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0640; na máxima, subia a R$ 5,1260.

Neste pregão, o mercado acompanhou a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado, o que reduziu as apostas de um novo aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião marcada para 29 de julho.

Segundo o Departamento do Trabalho (DOL), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou deflação de 0,4% em junho, revertendo a alta de 0,5% observada em maio e superando a expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,1%.

Na comparação anual, a inflação desacelerou de 4,2% para 3,5%, abaixo da projeção de 3,8%. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, apresentou deflação de 0,2% no mês — também inferior às estimativas dos analistas — enquanto a taxa anual recuou para 2,6%.

Os números reforçaram a percepção de que o processo de desaceleração da inflação segue em curso nos EUA, reduzindo a necessidade de um aperto monetário adicional no curto prazo.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção da taxa de juros na próxima reunião do Federal Reserve (Fed) saltou de 58,3% para 83,4%. Em contrapartida, as apostas em uma nova alta recuaram de 41,7% para 16,6%.

Apesar do resultado, o presidente do Fed, Kevin Warsh, adotou um tom cauteloso durante audiência na Câmara dos Representantes. Segundo o dirigente, os dados de junho representam apenas “um ponto de informação” e não devem ser interpretados como sinal de que o trabalho para levar a inflação de volta à meta de 2% esteja concluído.

No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a subir, embora em ritmo mais moderado. Após anunciar na segunda-feira (13) a intenção de retomar o bloqueio naval ao Irã e cobrar uma taxa de 20% sobre cargas que transitassem pelo Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da proposta.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que desistiu da cobrança e que optará por ampliar acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo. “Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% por acordos comerciais e de investimento”, escreveu.

No Brasil, sem indicadores econômicos relevantes, o mercado acompanhou o cenário político. Pesquisa Futura Inteligência/Apex mostrou empate técnico em um eventual segundo turno da eleição presidencial, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrando 46,3% das intenções de voto, contra 46,1% do senador Flávio Bolsonaro.

Os investidores também permaneceram atentos às negociações entre Brasil e EUA sobre a possível aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão da administração norte-americana está prevista para esta quarta-feira (15).