O dólar comercial fechou essa terça-feira (5) em forte queda de 1,11%, cotado a R$ 4,9100, o menor patamar desde janeiro de 2024. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,9040; na máxima, chegou a R$ 4,9500.
Neste pregão, o mercado apresentou maior apetite ao risco diante da manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, mesmo após a escalada militar registrada na véspera (4).
O presidente Donald Trump afirmou hoje que o Irã estaria disposto a negociar, o que contribuiu para aliviar parcialmente as tensões geopolíticas.
Apesar de o Estreito de Ormuz seguir bloqueado, o tom mais moderado das declarações do republicano reduziu a pressão sobre os mercados, levando à queda nos preços do petróleo no cenário internacional.
Nos EUA, o relatório Jolts, divulgado pelo Departamento do Trabalho (DOL), apontou recuo no número de vagas de emprego em aberto para 6,866 milhões em março, próximo das expectativas do mercado. O dado de fevereiro foi revisado para 6,922 milhões.
Por aqui, as atenções estiveram voltadas para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central (BC), com um posicionamento de que as decisões sobre juros seguirão dependentes de cada reunião, mantendo em aberto a possibilidade de novos cortes à frente.
No mercado corporativo, as ações da Ambev avançaram quase 15% na Bolsa Brasileira (B3), após a divulgação de resultados do primeiro trimestre acima das expectativas, com destaque para o desempenho das vendas de cerveja no mercado doméstico.
Ademais, também mexeu com o mercado a pesquisa eleitoral da Real Time Big Data, que indicou uma liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições, além de empate técnico em simulações de segundo turno com adversários como Flávio Bolsonaro, Ciro Gomes e Ronaldo Caiado.