dólar comercial encerrou essa quinta-feira (11) em forte baixa 1,33%, cotado a R$ 5,1000, com perda na parcial da semana de 1,09%. Na mínima do dia, o câmbio recuou a R$ 5,0910; na máxima, alcançou R$ 5,1800.

Neste pregão, o mercado adotou um otimismo em meio as expectativas de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, reduzindo a aversão ao risco nos mercados internacionais.

Durante evento na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que cancelou uma nova rodada de ataques contra o Irã após negociadores avançarem em pontos considerados decisivos para um acordo que possa encerrar o conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, um entendimento definitivo com Teerã poderá ser assinado já neste fim de semana, possivelmente em território europeu, com participação do vice-presidente norte-americano, JD Vance.

Pouco depois das declarações, porém, autoridades iranianas adotaram tom mais cauteloso. A agência estatal Fars informou que o governo do Irã ainda não aprovou qualquer texto relacionado a um memorando de entendimento com Washington.

No campo econômico, os investidores repercutiram os dados de inflação ao produtor nos EUA. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 1,1% em maio, repetindo a variação observada em abril, segundo dados do Departamento do Trabalho (DOL). O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,7%.

Na comparação anual, o indicador acelerou de 5,7% para 6,5%, ligeiramente acima da expectativa dos analistas, de 6,4%.

Os números reforçam a atenção dos investidores para a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), marcada para a próxima semana. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, 96,4% dos agentes de mercado apostam na manutenção dos juros norte-americanos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

No Brasil, o cenário fiscal permaneceu no radar dos investidores após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovar, na véspera, projetos que podem gerar impacto fiscal estimado em cerca de R$ 200 bilhões ao longo dos próximos anos.

Analistas seguem avaliando os riscos para o equilíbrio das contas públicas, uma vez que a expansão dos gastos pode dificultar o controle da inflação e limitar o espaço para futuros cortes na taxa básica de juros.

Entre os indicadores domésticos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços cresceu 1,2% em abril na comparação com março, quando havia recuado 1,1%.

Com o resultado, o setor passou a operar 19,9% acima do nível registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, ficando apenas 0,3% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.

Para esta sexta-feira (12), as atenções dos investidores se voltam para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dado considerado fundamental para as expectativas em relação à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).