O dólar comercial fechou essa terça-feira (12) em estabilidade com viés de alta (+0,08%), cotado a R$ 4,8930. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 4,9130; na mínima, chegou a R$ 4,8870.
Neste pregão, o mercado foi impactado pela piora na percepção de risco global diante das dificuldades nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. O impasse mantém o Estreito de Ormuz sob forte tensão, sustentando a valorização do petróleo no mercado internacional.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador avançou 0,67% no mês passado, desacelerando frente à alta de 0,88% observada em março. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,39%. Ambos os resultados vieram abaixo das expectativas do mercado.
No campo político e comercial, o Brasil entrou em atrito diplomático com a União Europeia após Bruxelas anunciar a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano ao bloco a partir de setembro de 2026.
O governo brasileiro afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e informou que o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia terá reunião com autoridades sanitárias europeias nesta quarta-feira (13) para discutir o tema.
Ainda em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo programa de combate ao crime organizado, com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos para elevar 138 presídios estaduais ao padrão de segurança das penitenciárias federais.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho (DOL) informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 0,6% em abril, abaixo dos 0,9% registrados em março e em linha com as expectativas do mercado. Na comparação anual, a inflação ao consumidor acelerou de 3,3% para 3,8%, acima da projeção de 3,7%.
Segundo analistas, os dados reforçam a percepção de que os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia podem continuar pressionando a inflação global nos próximos meses.