O dólar comercial fechou essa quinta-feira (16) em estabilidade com viés de alta (+0,04%), a R$ 4,9920, mas com desvalorização na parcial da semana de 0,34%. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,0140; na mínima, caiu para R$ 4,9850.
Neste pregão, os investidores acompanharam declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país estaria “muito perto de um acordo” com o Irã, em mais um indicativo de possível desescalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo Trump, Teerã teria concordado em não desenvolver armas nucleares e em entregar material nuclear enriquecido aos EUA. Até o momento, autoridades iranianas não comentaram oficialmente as declarações.
Apesar do tom positivo, o mercado segue cauteloso diante de sinais contraditórios vindos de Washington.
Na véspera, o governo norte-americano autorizou o envio de mais de 10 mil militares adicionais ao Oriente Médio, enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas dos EUA estão prontas para retomar operações caso não haja acordo.
Com isso, o petróleo voltou a subir e permaneceu próximo da marca de US$ 100 por barril, refletindo o prêmio de risco geopolítico.
Entre os indicadores econômicos dos EUA, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL) informou que o país registrou 207 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 11 de abril.
O resultado veio abaixo da projeção do mercado (213 mil pedidos) e representa um recuo de 11 mil pedidos frente à semana anterior, quando foram registradas 218 mil solicitações (dado revisado de 219 mil).
O Federal Reserve (Fed) divulgou que a produção industrial dos EUA registrou queda de 0,5% em março, abaixo da alta revisada de 0,7% do mês anterior. O mercado esperava um avanço de 0,1%.
A taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 75,7% em março, ligeiramente abaixo do resultado do mês anterior (revisado de 76,1%), e menor do que as expectativas do mercado (76,3%).
No ambiente doméstico, o principal destaque foi a divulgação do IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central (BC) considerado uma prévia do PIB.
O índice avançou 0,6% em fevereiro, acima da expectativa de mercado de 0,47%, reforçando a percepção de atividade econômica ainda resiliente no país.