dólar comercial encerrou essa quarta-feira (10) em leve baixa 0,12%, cotado a R$ 5,1690. Na mínima do dia, o câmbio recuou a R$ 5,1570; na máxima, alcançou R$ 5,1950.

Neste pregão, as atenções dos investidores estiveram concentradas no cenário internacional, marcado pela divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos e pelo aumento das tensões entre Washington e Teerã.

No Oriente Médio, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã após acusar o país de derrubar um helicóptero norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz. Segundo Trump, os EUA precisarão responder ao episódio.

A postura contrasta com declarações feitas no início da semana, quando o presidente norte-americano afirmava que um acordo de paz entre as partes estaria em fase final e poderia ser alcançado em poucos dias.

Nesta quarta-feira, contudo, Trump classificou o Irã como o “valentão do Oriente Médio” e afirmou que o país terá de “pagar o preço” por não ter aceitado uma proposta de paz. Em entrevista à emissora Fox News, o republicano indicou ainda que está próximo de autorizar novos ataques contra alvos estratégicos iranianos, incluindo usinas de energia e pontes.

Em resposta, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país permanecerá firme diante das ameaças norte-americanas. Em publicação nas redes sociais, o líder iraniano criticou as declarações de Trump e disse que ameaças à infraestrutura do país representam um sinal de desespero.

No campo econômico, o Departamento do Trabalho norte-americano informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 4,2% em maio na comparação anual, impulsionado principalmente pela alta de 7% nos preços da gasolina.

Por outro lado, o núcleo do índice — que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia — subiu apenas 0,2% no mês, elevando a taxa acumulada em 12 meses para 2,9%.

Na avaliação dos investidores, os números reforçam a percepção de que as pressões inflacionárias permanecem controladas, reduzindo a necessidade de uma postura mais agressiva por parte do Federal Reserve (Fed) na próxima reunião de política monetária.

No cenário doméstico, sem indicadores econômicos relevantes na agenda, os agentes acompanharam a divulgação de novas pesquisas eleitorais.

Levantamento Genial/Quaest publicado hoje mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto em um eventual primeiro turno da eleição presidencial de 2026, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 29%.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, os percentuais eram de 42% e 41%, respectivamente.