O dólar comercial terminou essa quarta-feira (29) em leve baixa de 0,25%, cotado a R$ 5,1060. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0870, enquanto que na máxima subiu para R$ 5,1390.
Neste pregão, o destaque do dia foi a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), que manteve a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado.
A decisão, no entanto, foi dividida. O comitê aprovou a manutenção da taxa por 9 votos a 3, com os dissidentes defendendo uma elevação de 0,25 ponto percentual.
No comunicado, o Fed afirmou que a economia norte-americana segue resiliente, apesar do ambiente de incerteza.
“A atividade econômica está se expandindo em ritmo sólido, apesar da elevada incerteza decorrente, em parte, do conflito no Oriente Médio. O crescimento da produtividade e o investimento em capital estão fortes. A geração de empregos tem acompanhado a evolução da força de trabalho, e a taxa de desemprego apresentou pouca variação. A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo, em parte, choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em certos setores, incluindo o de energia. O Comitê assegurará a estabilidade de preços”, destacou a autoridade monetária.
Em entrevista após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que o comunicado não deve ser interpretado como uma sinalização sobre os próximos passos da política monetária. “Ele transmite apenas os fatos. Evita fazer previsões, uma escolha que consideramos especialmente prudente neste momento de incerteza”, disse.
Ainda no exterior, o petróleo voltou a subir de forma expressiva, com o Brent sendo negociado acima de US$ 90 por barril, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
O movimento foi impulsionado pela retomada dos ataques envolvendo EUA e grupos apoiados pelo Irã no Iraque, após ações contra instalações petrolíferas sauditas.
Também contribuiu para a alta do petróleo a divulgação dos dados da Administração de Informação de Energia (EIA), que mostraram queda de 7,2 milhões de barris nos estoques comerciais de petróleo dos Estados Unidos na última semana, para 404,5 milhões de barris, o menor nível desde 2018.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram os números do mercado de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 145.161 vagas formais em junho, resultado de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos.
No campo corporativo, permaneceram no radar os resultados operacionais da Petrobras referentes ao segundo trimestre de 2026. A estatal registrou produção total de óleo e gás de 3,336 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), recorde para a companhia, com alta de 3,5% em relação ao primeiro trimestre e de aproximadamente 14% na comparação anual.