dólar comercial encerrou essa sexta-feira (5) em forte alta de 1,78%, cotado a R$ 5,1560, com valorização acumulada na semana de 2,32%. O valor do fechamento foi o mais alto registrado no dia e é o maior desde 2 de abril; na mínima deste pregão, o câmbio caiu para R$ 5,0550.

O principal destaque do dia foi a publicação do payroll pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL). Segundo o documento, foram criados 172 mil novos postos de trabalho não agrícolas em maio, ante 179 mil vagas em abril (dado revisado de 115 mil). O mercado projetava a criação de 85 mil postos no mês passado.

O desempenho robusto mostra que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve deve manter os juros nos EUA em níveis elevados por mais tempo, para levar a inflação de volta à meta.

Com a agenda econômica esvaziada no Brasil e a menor movimentação financeira devido ao feriado de Corpus Christi na véspera (4), o mercado também manteve parte das atenções voltada às incertezas em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

Nesta sexta-feira, o Líbano acusou o país persa de usá-lo como “moeda de troca” nas negociações com os EUA. Há quatro dias, Beirute voltou a sofrer ataques aéreos de Israel e o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com o governo americano à interrupção dos bombardeios israelenses no território libanês.