dólar comercial encerrou essa sexta-feira (3) em moderada baixa de 0,79%, cotado a R$ 5,1660, com estabilidade no acumulado da semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1640; na máxima, subiu a R$ 5,1970.

Neste pegão, marcado pela menor volatilidade, tendo em vista que as negociações em Wall Street estiveram suspensas em decorrência do feriado de Dia da Independência, celebrado no sábado (4), os investidores voltaram as suas atenções para divulgação de indicadores econômicos do Brasil.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial recuou 0,2% em maio na comparação com abril, revertendo a alta de 0,7% registrada no mês anterior. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,3%.

Na comparação com maio de 2025, a produção industrial avançou 0,2%, desacelerando frente à alta de 2,7% observada em abril e também abaixo da expectativa dos analistas, que estimavam crescimento de 1,3%.

No cenário político, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que 52% dos brasileiros avaliam a situação econômica do país como ruim, enquanto 36% a classificam como boa e 13% como regular. Apesar da percepção predominantemente negativa sobre o momento atual, o levantamento aponta melhora nas expectativas para a economia, o mercado de trabalho e a renda das famílias nos próximos meses.

Também repercutiram as declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendeu, em entrevista ao g1, uma solução técnica para a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

“São argumentos que, quando colocados, o Brasil tem razão. Então, eu espero que prevaleça a racionalidade, prevaleça o argumento técnico e essas tarifas não fiquem de pé em relação ao Brasil”, afirmou o ministro.