dólar comercial terminou essa terça-feira (11) em forte alta de 1,04% cotado a R$ 5,1600. Na máxima do dia, o câmbio avançou para R$ 5,1760, enquanto que na mínima caiu para R$ 5,0970.

Neste pregão, as atenções se voltaram para a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na quarta-feira passada (5), quando o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano.

Em linhas gerais, o documento reforçou a preocupação do Banco Central (BC) com a persistência das pressões inflacionárias. A autoridade monetária avaliou que a política de juros deverá permanecer restritiva por período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta.

Também no radar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,07% em julho, desacelerando frente à alta de 0,16% registrada em junho, mas acima da expectativa do mercado, de 0,03%.

No acumulado de 2026, o IPCA registra alta de 3,44%. Em 12 meses, a inflação desacelerou para 4,44%, ante 4,64% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o índice havia avançado 0,26%.

Apesar da desaceleração do índice cheio, economistas destacaram uma composição qualitativamente desfavorável, marcada pela resiliência da inflação de serviços e pela pressão nos núcleos de preços. A leitura reforçou a percepção de que o espaço para novos cortes da Selic pode permanecer limitado.

No exterior, o sentimento em Wall Street foi negativo, com pressão sobre as ações de tecnologia. O mercado também acompanhou a redução das expectativas de uma reabertura rápida do Estreito de Ormuz, ampliando as incertezas sobre uma eventual resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Agora, os investidores direcionam as atenções para os dados de inflação dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor de julho será divulgado nesta quarta-feira (12), enquanto o índice de preços ao produtor está previsto para quinta-feira (13).

Os indicadores ganham relevância após os dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano aumentarem as incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Ao mesmo tempo, a alta dos preços do petróleo renova preocupações inflacionárias, enquanto a desaceleração das contratações levanta dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica dos EUA.