dólar comercial fechou essa terça-feira (19) em moderada alta de 0,84%, cotado a R$ 5,0380. Na máxima do dia, o câmbio alcançou R$ 5,0560; na mínima, desceu a R$ 5,0070.

Neste pregão, os investidores adotaram postura mais cautelosa diante do aumento das preocupações com juros elevados nos Estados Unidos.

O mercado segue repercutindo os dados mais fortes de inflação ao produtor divulgados na semana passada, que ampliaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá elevar novamente os juros até o fim deste ano.

Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano continuaram avançando. Os Treasuries de 30 anos superaram o patamar de 5% e atingiram 5,125% ao ano, maior nível desde junho de 2007.

O cenário elevou a aversão ao risco nos mercados globais e fortaleceu o dólar frente às principais moedas internacionais.

Além disso, os investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio.

O presidente Donald Trump afirmou hoje que os EUA podem voltar a atacar o Irã diante do impasse nas negociações diplomáticas.

A paralisação do Estreito de Ormuz continua gerando preocupações sobre o fluxo global de petróleo, aumentando os temores de pressão inflacionária no médio prazo.

No cenário doméstico, o mercado segue monitorando os desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Após a divulgação de que Flávio teria solicitado R$ 134 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, novas reportagens apontaram que o senador visitou Vorcaro um dia após sua prisão. Os investidores avaliam que o episódio reduz as chances de mudança na condução da política fiscal brasileira em um eventual novo governo.

No radar, o Fed divulga nesta quarta-feira (20) a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), realizada em 29 de abril, quando a autoridade monetária manteve os juros norte-americanos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.