O dólar comercial terminou essa segunda-feira (10) em moderada alta de 0,51% cotado a R$ 5,1070. Na máxima do dia, o câmbio avançou para R$ 5,1170, enquanto que na mínima caiu para R$ 5,0820.
Neste pregão, os investidores acompanharam o ambiente político. Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, ante 46% no levantamento de 3 de agosto. O senador Flávio Bolsonaro passou de 45% para 44%.
Também repercutiu a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC). A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 recuou de 5,03% para 5,02%, na sexta queda semanal consecutiva. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu para 1,98%.
Para o câmbio, o mercado manteve as projeções de R$ 5,20 ao final de 2026 e R$ 5,28 em 2027. As estimativas para a taxa Selic permaneceram em 13,75% ao ano no encerramento deste ano e 12,00% ao final do próximo.
Na B3, a Embraer informou lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, ante R$ 890,3 milhões no mesmo período do ano passado. Caixa Seguridade, Natura, Itaúsa e JBS divulgam seus resultados após o fechamento do mercado.
Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação ao consumidor, prevista para quarta-feira (12), enquanto acompanham as incertezas em torno das negociações entre Washington e Teerã.
O Irã afirmou no domingo (9) que um acordo com Omã sobre as rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz está em fase final, mas reiterou que a reabertura da hidrovia depende do cumprimento de outras condições pelos EUA.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no domingo que os EUA estão “apenas semi-negociando” com o Irã. Segundo ele, Washington poderá recorrer ao bloqueio naval para pressionar Teerã em vez de promover uma nova rodada de ataques aéreos.
Para amanhã (11), os investidores esperam a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que deliberou, na semana passada, pela redução da Selic em 0,25 p.p, para 14,00% ao ano, bem como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho.