O dólar comercial encerrou essa segunda-feira (20) em leve baixa de 0,39%, cotado a R$ 5,0870. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0800; na máxima, subiu a R$ 5,1130.
Neste pregão, mesmo diante da escalada das tensões no Oriente Médio, os mercados adotaram um movimento de maior apetite por risco, favorecendo moedas de países emergentes, como o real.
No cenário geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende intensificar as ações militares contra o Irã após a morte de soldados norte-americanos em ataques atribuídos a Teerã. Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que o Irã “pagará muitas vezes mais” por cada militar americano morto e afirmou ter determinado uma resposta às Forças Armadas dos EUA.
Em resposta, as forças norte-americanas assumiram no domingo (19) a autoria de ataques contra a usina nuclear de Darkhovin, ainda em construção, no sudoeste do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Irna, os bombardeios também atingiram áreas da cidade portuária de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear civil do país.
No Brasil, o destaque da agenda econômica foi a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5,16% para 5,15%, registrando a terceira redução semanal consecutiva, enquanto a estimativa para 2027 permaneceu estável em 4,20%.
Os investidores também seguiram atentos aos desdobramentos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que entram em vigor na próxima quarta-feira (22).
Segundo o Palácio do Planalto, o governo brasileiro mantém negociações com Washington em busca de uma solução diplomática para a disputa comercial, ao mesmo tempo em que avalia a adoção de medidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica.