dólar comercial fechou essa quarta-feira (6) em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 4,9190, mas com perda na parcial da semana de 0,71%. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 4,9330; na máxima, chegou a R$ 4,8950.

Neste pregão, o principal fator de influência foi o leilão de swap cambial reverso realizado pelo Banco Central (BC), o primeiro desde 2016. A operação ofertou US$ 500 milhões ao mercado futuro e funciona como instrumento técnico para conter a desvalorização do dólar frente ao real.

Como o BC não realizou venda simultânea de moeda no mercado à vista — estratégia normalmente utilizada para suavizar os impactos —, o efeito de valorização da divisa americana foi mais evidente.

No cenário doméstico, também repercutiu a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto, calculado pela S&P Global. O indicador avançou de 49,9 pontos em março para 52,4 pontos em abril, retornando ao campo de expansão econômica.

Na política, investidores acompanharam nova pesquisa da Meio/Ideia, que mostrou aumento da reprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de 51% para 53%. A aprovação recuou um ponto percentual, para 44%.

No exterior, o mercado monitorou os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, os países estariam próximos de um acordo inicial voltado à consolidação de uma trégua no Oriente Médio.

O entendimento incluiria pontos como suspensão do programa militar iraniano, redução de sanções americanas, liberação de recursos iranianos no exterior e flexibilização das restrições no Estreito de Ormuz.

A perspectiva de redução das tensões pressionou os preços do petróleo no mercado internacional. O Brent recuou para US$ 101,27 por barril, enquanto o WTI caiu para US$ 95,08.

Ainda no exterior, a Automatic Data Processing informou que o setor privado dos EUA criou 109 mil vagas de trabalho em abril, abaixo das expectativas do mercado, mas acima do resultado revisado de março.