dólar comercial terminou essa terça-feira (18) em leve alta de 0,38% cotado a R$ 5,2200, a máxima do dia. Na mínima do pregão, o câmbio caiu a R$ 5,1890.

Nesta sessão, o mercado acompanhou os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que seguem sustentando os preços do petróleo no mercado internacional e ampliando a aversão ao risco.

As expectativas de uma solução diplomática para o conflito diminuíram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington não mantém atualmente “negociações ou conversas” com Teerã e que não há novos encontros agendados. Trump acrescentou que o bloqueio naval norte-americano permanece em vigor.

Do lado iraniano, o principal negociador do país afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra as condições estabelecidas para um acordo. Entre as exigências estão o fim do bloqueio marítimo e das sanções, além da liberação de ativos iranianos congelados.

Na agenda econômica, o Federal Reserve (Fed) informou que a produção industrial norte-americana avançou 0,2% em julho, desacelerando frente à alta revisada de 0,3% em junho e ficando 0,1 ponto percentual abaixo da expectativa do mercado.

A taxa de utilização da capacidade instalada ficou em 76,3%, ante 76,2% no mês anterior, dado revisado de 76,1%. O resultado ficou em linha com as projeções dos investidores.

No Brasil, o cenário político também permaneceu no radar, com destaque para o avanço da discussão no Senado sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A movimentação política contribuiu para manter a cautela dos agentes em meio às discussões sobre a corrida presidencial e seus possíveis reflexos sobre a condução da política econômica e fiscal.