O dólar comercial terminou essa terça-feira (28) em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 5,1200. Na máxima do dia, o câmbio avançou para R$ 5,1280, enquanto que na mínima desceu para R$ 5,1080.
Neste pregão, os investidores repercutiram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador avançou 0,06% no mês, desacelerando frente aos 0,41% registrados em junho e ficando abaixo da expectativa do mercado, de 0,19%.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses, abaixo dos 4,80% registrados no período encerrado em junho.
Na avaliação dos agentes financeiros, a desaceleração da inflação reforça a expectativa de que o Banco Central tenha espaço para prosseguir com o processo de calibragem da política monetária na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 5 de agosto.
Ainda no cenário doméstico, o Banco Central informou que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 2,33 bilhões em junho. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo corresponde a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
No exterior, os preços do petróleo voltaram a recuar diante da expectativa de que a trégua nos confrontos entre Estados Unidos e Irã possa abrir caminho para negociações diplomáticas, embora o mercado permaneça cauteloso quanto à durabilidade do acordo.
Apesar da interrupção dos ataques, persistem as incertezas em torno da reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes do conflito.
As atenções do mercado agora se voltam para a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), cuja decisão será anunciada na quarta-feira (29). A expectativa predominante é de manutenção da taxa de juros, enquanto investidores buscam sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.