O dólar comercial encerrou essa quarta-feira (8) em estabilidade com viés de baixa (-0,04%), cotado a R$ 5,1470, com perda na parcial da semana de 0,37%. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1350; na máxima, subiu a R$ 5,1670.
Neste pregão, os investidores acompanharam o aumento das tensões no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que o acordo provisório de cessar-fogo com o Irã “acabou” e que novos bombardeios contra Teerã poderão ocorrer em breve. A escalada do conflito impulsionou os preços internacionais do petróleo e elevou a aversão ao risco nos mercados.
Também repercutiu a divulgação da ata da reunião de 16 e 17 de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed). O documento mostrou que os dirigentes seguem preocupados com a persistência da inflação, apesar de reconhecerem que a economia e o mercado de trabalho norte-americanos continuam resilientes.
Embora o Fed tenha mantido a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, a ata revelou que alguns dirigentes defenderam um aumento já na reunião de junho.
A maioria dos membros avaliou que, caso a inflação permaneça elevada e o mercado de trabalho siga aquecido, poderá ser necessário promover novos aumentos dos juros nos próximos meses. Por outro lado, parte dos participantes considera que, se as pressões inflacionárias perderem força, haverá espaço para manter ou até reduzir as taxas.
No mercado doméstico, sem a divulgação de indicadores econômicos de maior relevância, os investidores repercutiram a nova pesquisa eleitoral da Meio Idea. O levantamento apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 40%. Brancos e nulos somam 10,5%, enquanto 4,5% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam.
No radar, o mercado também acompanhou o terceiro dia das audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisa a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.