O dólar comercial terminou essa quinta-feira (3) em estabilidade com viés de baixa (-0,06%), cotado a R$ 5,1040, com desvalorização na parcial da semana de 1,73%. Na mínima do dia, a moeda caiu a R$ 5,0700; na máxima, subiu a R$ 5,1130.
Neste pregão, os investidores seguiram atentos ao cenário eleitoral brasileiro. Após a repercussão da pesquisa Quaest divulgada na véspera, que apontou redução da distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e empate técnico em um eventual segundo turno, o mercado aguardava a nova pesquisa Datafolha, prevista para depois do fechamento.
Os agentes também acompanharam os novos desdobramentos relacionados ao Banco Master, especialmente as mensagens divulgadas envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O episódio aumentou o ruído político e institucional e passou a ser monitorado por seus possíveis reflexos sobre a corrida presidencial.
No mercado cambial, o Banco Central (BC) realizou o leilão previamente programado de 50 mil contratos de swap cambial. A operação, porém, teve como objetivo a rolagem de contratos com vencimento em 1º de outubro, e não representou uma intervenção extraordinária para conter a cotação da moeda.
Na agenda econômica, a S&P Global informou que o PMI Composto do Brasil avançou de 48,8 pontos em julho para 49,1 pontos em agosto. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo dos 50 pontos, sinalizando o segundo mês consecutivo de contração da atividade do setor privado.
Segundo o levantamento, a fraqueza permaneceu concentrada principalmente na indústria, enquanto o setor de serviços apresentou sinais de estabilização.
Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 206 mil na semana encerrada em 29 de agosto, ante 204 mil na semana anterior e praticamente em linha com a expectativa de 205 mil. Os pedidos continuados avançaram para 1,779 milhão, reforçando a percepção de desaceleração gradual do mercado de trabalho norte-americano, ainda sem sinais de aumento expressivo das demissões.
Agora o foco se volta para o payroll de agosto, previsto amanhã (4), o que pode fornecer novas pistas sobre a atividade econômica e os próximos passos do Federal Reserve (Fed).