dólar comercial encerrou essa quinta-feira (16) em leve alta de 0,41%, cotado a R$ 5,0970, porém com perda na parcial da semana de 0,18%. Na máxima, o câmbio subiu a R$ 5,1130; na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0840.

Neste pregão, os agentes do mercado repercutiram principalmente a decisão do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) de aplicar tarifas de 25% aos produtos do Brasil, por meio da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O tarifaço, que entra em vigor em 22 de julho, afetará produtos dos segmentos de máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e produtos de alumínio.

Mais cedo, o presidente Lula chegou a declarar a possibilidade de retaliar as tarifas, aplicando a Lei da Reciprocidade aos produtos norte-americanos. Nesta tarde, em coletiva de imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira disse que as novas tarifas não possuem justificativa e teceu críticas às posições do secretário de estado norte-americano, Marco Rubio, durante as negociações.

Mas, apesar da longa lista de embarques atingidos pela sobretaxa, entre os 50 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2025, produtos como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio estarão isentos da nova cobrança.

No campo energético, apesar dos conflitos no Oriente Médio, o petróleo bruto fechou o dia em queda operando com forte volatilidade. Mas o mercado projeta uma nova alta, devido as dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz e o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

No campo econômico, os investidores acompanharam a divulgação dos dados das vendas no varejo do país norte-americano, que cresceram 0,2% em junho na comparação mensal, para US$ 768,8 bilhões, ante avanço de 1,0% registrado em abril (dado revisado de 0,9%), segundo informado pelo Departamento do Comércio (DOC) do país. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado.

Também esteve no radar os números dos novos pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 11 de julho. Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL), o país registrou 208 mil solicitações. O resultado veio abaixo dos 216 mil pedidos esperadas pelo mercado, e representa um recuo de 2 mil pedidos em relação à semana anterior (dado revisado de 215 mil para 216 mil).

No mercado doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje que o volume de vendas do comércio varejista registrou avanço mensal de 0,1% em maio, na série com ajuste sazonal, ante baixa de 1,6% em abril (dado revisado de 1,5%). A expectativa do mercado era de um alta maior de 0,5%.