Às 9h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira (3), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de baixa (-0,04%), cotado a R$ 5,0670. Na sexta-feira (31), o câmbio subiu 0,18%, a R$ 5,0690, mas fechou a semana e o mês de julho com perda acumulada de 0,20% e 1,84%, respectivamente.

Nesta manhã, as atenções do mercado seguem voltadas aos desdobramento do conflito no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve. Teerã, no entanto, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando Trump.

Na agenda econômica, o Banco Central (BC) publicou há pouco uma nova edição do Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro coletadas até a última sexta-feira. Entre os principais destaques, a mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,12% para 5,03%, enquanto a projeção para a Selic ao final deste ano foi reduzida de 14,00% para 13,75% ao ano.

Amanhã (4), tem início a reunião do Comitê de Política Monetária do BC para deliberar sobre o futuro da taxa básica de juros do Brasil, atualmente em 14,25% ao ano. O resultado sairá na quarta-feira (5), com investidores esperando por mais um corte de 0,25 ponto percentual.

Além disso, balanços corporativos também seguem na mira. Por aqui, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, CSN e Petrobras.

Daqui a pouco, a S&P Global divulgará o desempenho do Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do Brasil e dos EUA em julho.