Às 9h07 (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), o dólar comercial apresentava leve baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1990, mas com ganho na parcial da semana de 0,64%.

Ontem (1º), o câmbio subiu 0,85%, cotado a R$ 5,2080.

O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,26%.

Nesta manhã, as atenções dos investidores estavam voltadas para a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (payroll), referente a junho.

O indicador é considerado um dos principais balizadores da política monetária norte-americana e deve influenciar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Na véspera, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso da instituição com o controle da inflação, reduzindo as expectativas de um afrouxamento monetário no curto prazo.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a maior parte do mercado continua projetando um aumento dos juros até outubro, com possibilidade de uma nova elevação até o fim deste ano.

No Brasil, o principal indicador do dia foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), que avançou 0,18% em junho, desacelerando frente à alta de 0,45% registrada em maio. No acumulado do primeiro semestre, a inflação medida pelo índice ficou em 2,11%, enquanto, em 12 meses, acelerou para 3,92%, ante 3,65% registrados no período encerrado em maio.

No cenário político, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos das sanções impostas pelos EUA contra dois cidadãos brasileiros e três empresas investigadas por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em nota, a Secretaria Nacional de Justiça afirmou que as medidas podem anteceder “providências ainda mais gravosas”, adotadas fora dos mecanismos tradicionais de cooperação internacional.

Também permanece no radar a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a retirada do período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados para a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta, no entanto, ainda não começou a tramitar na Casa.