Às 9h07 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11), o dólar comercial apresentava leve baixa de 0,10%, cotado a R$ 5,1600, mas com ganho na parcial da semana de 0,17%.
Ontem (10), o câmbio fechou em baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,1690.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – apresentava viés de baixa.
Nesta manhã, os investidores monitoravam os desdobramentos das tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos e Irã trocarem ataques pelo segundo dia consecutivo, elevando as incertezas sobre a manutenção do cessar-fogo firmado há dois meses.
Durante a madrugada, autoridades norte-americanas informaram que concluíram sua mais recente operação militar contra Teerã. Ao mesmo tempo, surgiram sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre os dois países.
Segundo fontes iranianas e uma autoridade europeia, Washington e Teerã estariam discutindo os detalhes de um memorando de entendimento após alcançarem um acordo político preliminar. Entre os temas em debate estão mecanismos para a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.
Ainda no exterior, as atenções se voltam para a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA e dos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Os indicadores poderão fornecer novas pistas sobre a trajetória da inflação e os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).
Os investidores também acompanham a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e a coletiva da presidente da instituição, Christine Lagarde. A expectativa do mercado é de uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da zona do euro, para 2,25% ao ano.
No Brasil, o destaque ficou para o setor de serviços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços cresceu 1,2% em abril na comparação com março, quando havia registrado retração de 1,1%.
Com o resultado, o setor passou a operar 19,9% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, ficando apenas 0,3% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.
Os dados reforçam a percepção de resiliência da atividade econômica e são acompanhados de perto pelo mercado antes da divulgação do IPCA de maio, prevista para esta sexta-feira (12), e da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
No campo político, os investidores repercutem a aprovação, pelo Senado, de projetos com elevado impacto fiscal. Entre eles está a proposta de renegociação de dívidas rurais, cujo custo estimado pode alcançar R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, ampliando as preocupações sobre a trajetória das contas públicas.