Às 9h04 (horário de Brasília) desta quarta-feira (10), o dólar comercial apresentava leve alta de 0,31%, cotado a R$ 5,1910. Ontem (9), o câmbio fechou em estabilidade com viés de baixa (-0,08%), a R$ 5,1750.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – operava estável.
Após um leve alívio na véspera, as tensões no Oriente Médio voltaram a aumentar, pressionando os mercados financeiros mundo afora. Além dos contínuos ataques de Israel contra o Líbano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de derrubar um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz e afirmou que vai responder à ofensiva.
Mais cedo, Trump publicou em suas redes sociais que o Irã demorou demais para negociar um acordo de paz e que agora “terá que pagar o preço”, sem dar mais detalhes.
Na agenda econômica, destaque para o Índice de Preços do Consumidor dos EUA, que será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho (DOL). Esse é o último indicador importante antes da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) para deliberar sobre o futuro dos juros norte-americanos.
O encontro está agendado para a próxima terça (16) e quarta-feira (17). Essa será a primeira reunião do Fed com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh, que substituiu Jerome Powell.
Por aqui, em dia marcado pela ausência de indicadores econômicos, a atenção dos investidores recai sobre novas pesquisas eleitorais. Publicado mais cedo, novo levantamento Genial/Quaest mostra que o presidente Lula lidera a disputa presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flavio Bolsonaro, com 29%.
Em eventual segundo turno entre esses dois candidatos, Lula lidera com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio, 41%.