Às 9h09 (horário de Brasília) desta sexta-feira (28), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de alta (+0,02%), cotado a R$ 5,1630, mas com valorização na parcial da semana de 0,39%.
Na véspera (27), o câmbio subiu 0,23%, cotado a R$ 5,1620.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,06%.
Nesta manhã, as atenções dos investidores estão voltadas para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, durante o Simpósio de Jackson Hole, em busca de sinais sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
A fala ocorre em um momento de pressão sobre os títulos do Tesouro norte-americano de longo prazo, cujos rendimentos avançaram diante de dúvidas do mercado sobre a condução da política monetária e o compromisso do Fed com o controle da inflação.
Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, os contratos futuros de Fed Funds indicam probabilidade de aproximadamente 64% de manutenção dos juros na reunião de setembro do banco central norte-americano.
No mercado doméstico, os investidores repercutem novos indicadores de inflação e atividade econômica.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços da indústria recuaram 0,83% em julho frente a junho, dando continuidade à queda de 0,81% registrada no mês anterior. Das 24 atividades industriais pesquisadas, 11 apresentaram redução de preços.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula alta de 3,09% em 2026 e de 1,94% nos últimos 12 meses. Em julho de 2025, a variação mensal havia sido negativa em 0,31%.
Já o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,22% em agosto, após recuo de 1,16% em julho. O resultado veio ligeiramente acima da expectativa do mercado, que apontava queda de 0,25%.
Além dos indicadores econômicos, os agentes seguem monitorando os desdobramentos do cenário político doméstico, com a aproximação das eleições presidenciais.