Às 9h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira (15), o dólar comercial registrava estabilidade com viés de alta (0,02%), cotado a R$ 5,0780, mas com perda na parcial da semana de 0,55%.
Na véspera (14), câmbio recuou 1,01%, cotado a R$ 5,0770.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,06%.
Nesta manhã, as atenções do mercado se voltam para o cenário político comercial do Brasil. A expectativa é pela decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio é aguardado para o fim do dia e poderá atingir mais de 4 mil itens exportados pelo Brasil.
No campo político, pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem de oito pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.
Entre os indicadores econômicos domésticos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços recuou 0,4% em maio frente a abril, interrompendo parte do avanço de 1,1% registrado no mês anterior.
Na comparação com fevereiro de 2020, período pré-pandemia, o setor permanece 19,6% acima do nível de atividade, embora esteja 0,5% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025. Em relação a maio do ano passado, o volume de serviços cresceu 0,4%, registrando o 26º resultado positivo consecutivo na comparação anual.
No exterior, os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de junho e do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), documentos que podem oferecer novos sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.
Também seguem no radar as tensões geopolíticas no Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ter iniciado uma nova ofensiva contra alvos iranianos nas primeiras horas desta quarta-feira. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ameaçou fechar “todos os demais corredores de exportação que beneficiem os Estados Unidos e seus aliados”, segundo a imprensa estatal iraniana.
O cenário impulsionava novamente os preços do petróleo, com o Brent sendo negociado acima de US$ 85 por barril e o WTI próximo de US$ 80.
Em Wall Street, o sentimento permanecia positivo para o setor de tecnologia, após resultados acima do esperado da fabricante de equipamentos para semicondutores ASML reforçarem o otimismo em torno dos investimentos ligados à inteligência artificial.