Às 9h06 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o dólar comercial anotava leve baixa de 0,32%, cotado a R$ 4,9870, com perda na parcial da semana de 0,22% e no mês de 3,73%.
Na véspera (29), o câmbio avançou 0,46%, cotado a R$ 5,0030.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,76%.
Nesta manhã, o mercado repercutia as decisões de ontem da política monetária do Brasil e dos Estados Unidos.
Por aqui, o Banco Central (BC), por meio do Copom, decidiu cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, marcando o segundo corte consecutivo nesse ritmo. Segundo a autoridade monetária, a decisão busca garantir a convergência da inflação à meta, ao mesmo tempo em que suaviza oscilações na atividade econômica.
Já o Federal Reserve (Fed), por meio do Fomc, manteve a taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado. O comunicado destacou a resiliência da atividade econômica e a persistência de pressões inflacionárias, em parte ligadas ao aumento dos preços de energia.
Os investidores aguardam a divulgação de novos dados, como os pedidos de seguro-desemprego nos EUA e o núcleo do índice de preços PCE, além de indicadores do mercado de trabalho brasileiro.
No campo político, a rejeição de Jorge Messias pelo Senado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal adicionou incertezas ao ambiente doméstico — sendo a primeira rejeição do tipo desde o século XIX.
No cenário internacional, as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam no radar, com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado.
Apesar do leve recuo registrado nesta manhã, os preços do petróleo seguem elevados, com o Brent acima de US$ 110 por barril e o WTI próximo de US$ 105, mantendo preocupações inflacionárias no curto prazo.