Às 09h11 (horário de Brasília) desta segunda-feira (16), o dólar comercial anotava forte baixa de 1,00%, cotado a R$ 5,2620.

No último pregão (13), o câmbio subiu 1,39%, a R$ 5,3150, com ganho acumulado na semana de 1,47%.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,50%.

Nesta manhã, os investidores operam com cautela diante da guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que entra na terceira semana sem sinais claros de redução das tensões.

A principal preocupação dos mercados está relacionada ao Estreito de Ormuz, corredor logístico por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

O canal permanece fechado pelas forças iranianas, com autorização de passagem apenas para embarcações de países que não participam diretamente do conflito.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta formar uma coalizão internacional para reabrir o estreito pela força. No entanto, aliados como Japão e Austrália indicaram que não pretendem enviar navios militares à região neste momento.

No Brasil, o mercado também acompanha os impactos da valorização do petróleo sobre a inflação doméstica.

Na semana passada, o governo federal anunciou a redução do PIS/Cofins sobre o diesel, medida que ocorreu em paralelo ao reajuste promovido pela Petrobras, que elevou o preço do combustível vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro, para um valor médio de R$ 3,65 por litro.

Entre os indicadores econômicos, o Banco Central (BC) informou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto — avançou 0,80% em janeiro frente a dezembro.

A autoridade monetária também divulgou nova edição do Boletim Focus, que apontou elevação nas projeções para a taxa Selic e para o IPCA em 2026.

No cenário corporativo, investidores aguardam a divulgação de balanços de empresas listadas na B3, entre elas Minerva, BRF, Cemig, Taesa e Natura.

A semana também será marcada pela chamada “Superquarta”, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) anunciarão suas decisões de política monetária no dia 18.

A expectativa é de que o Copom avalie possíveis ajustes na taxa básica de juros após a manutenção da Selic em 15% no início do ano. Já o Fed deve manter os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.