Às 9h22 (horário de Brasília) desta quarta-feira (3), o dólar comercial anotava leve alta de 0,12%, a R$ 5,0140, mas com perda na parcial da semana de 0,50%.

Na véspera (2), o câmbio cedeu 0,24%, cotado a R$ 5,0080.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – avançava 0,12%.

Nesta manhã, os investidores repercutem uma nova decisão do governo dos Estados Unidos. Na noite de terça-feira (2), o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu uma investigação que poderá resultar na aplicação de tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre importações de cerca de 60 economias, incluindo o Brasil.

Segundo o órgão, os países não estariam adotando medidas suficientes para combater o comércio de produtos produzidos com trabalho forçado.

Ainda nos Estados Unidos, o relatório da ADP mostrou que o setor privado abriu 122 mil vagas de trabalho em maio, acima da expectativa do mercado, de 118 mil postos. O levantamento também apontou avanço de 4,4% nos salários em relação ao mesmo período do ano anterior.

No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a subir diante da deterioração do quadro geopolítico no Oriente Médio. As negociações entre EUA e Irã seguem sem avanços concretos, enquanto novos confrontos foram registrados na região. Segundo relatos da imprensa internacional, um ataque com mísseis iranianos atingiu o aeroporto do Kuwait, enquanto forças norte-americanas realizaram operações militares próximas ao Estreito de Ormuz.

No Brasil, as atenções permanecem voltadas para os desdobramentos das medidas comerciais propostas pelos EUA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial para discutir o tema e avaliar possíveis respostas do governo brasileiro.

Ao justificar as medidas, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que políticas brasileiras relacionadas ao comércio eletrônico, meios de pagamento digitais, tarifas preferenciais, desmatamento e mercado de etanol estariam criando barreiras ao comércio norte-americano.

Entre os indicadores domésticos, o destaque ficou para a produção industrial. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a indústria brasileira cresceu 0,7% em abril frente a março, registrando o quarto avanço mensal consecutivo e acumulando expansão de 4,4% no período. Na comparação com abril de 2025, a alta foi de 2,7%.

Mais tarde, o mercado também acompanhará a divulgação do PMI Composto de maio do Brasil, elaborado pela S&P Global.