Às 9h13 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o dólar comercial anotava leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,1170.
Na véspera (27), o câmbio subiu 0,63%, cotado a R$ 5,1110.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava viés de alta (+0,04%).
Nesta manhã, os investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador subiu 0,06% no mês, desacelerando em relação aos 0,41% registrados em junho e ficando abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,19%.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula avanço de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses, abaixo dos 4,80% observados no período encerrado em junho.
Também, o Banco Central (BC) informou que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 2,33 bilhões em junho. No acumulado de 12 meses, o déficit corresponde a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
No cenário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Palácio da Alvorada com o chefe substituto do Gabinete Pessoal, Oswaldo Malatesta, e com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
No exterior, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos da crise no Oriente Médio. Na segunda-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo mantém “boas conversas” com o Irã e que há grandes chances de um acordo diplomático.
A perspectiva de redução das tensões geopolíticas contribuiu para uma nova queda dos preços internacionais do petróleo, movimento que melhora o apetite por risco nos mercados globais.
Em Wall Street, o foco permanece na temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia. Nesta semana, Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam seus resultados trimestrais, em meio às dúvidas dos investidores sobre o ritmo dos investimentos em inteligência artificial e seus impactos sobre a rentabilidade das companhias.
Outro destaque da semana é a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), cuja decisão será anunciada na quarta-feira (29). A expectativa predominante é de manutenção dos juros, enquanto o mercado busca sinais sobre os próximos passos da política monetária. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, os contratos futuros continuam precificando uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.
No mercado corporativo brasileiro, os investidores também acompanham a divulgação, após o fechamento do pregão, do Relatório de Produção e Vendas do segundo trimestre de 2026 da Petrobras.