Às 9h11 (horário de Brasília) desta sexta-feira (4), o dólar comercial apresentava leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,1100, mas com desvalorização na parcial semanal de 1,64%.

Na véspera (3), o câmbio fechou em viés de baixa (-0,06%), a R$ 5,1040.

Nesta manhã, os investidores repercutem os resultados da nova pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, que mostrou uma disputa mais apertada na corrida presidencial de outubro.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 38% das intenções de voto, ante 33% do senador Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula soma 46%, contra 44% de Flávio, configurando empate técnico.

O mercado também monitora novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Moraes pediu investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O episódio ocorre após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mencionava mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a um contato atribuído a Moraes.

Diante do caso, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem em até cinco dias úteis.

Nos Estados Unidos, as atenções estão concentradas no relatório oficial de emprego de agosto, o payroll. A expectativa é de criação de 56 mil vagas fora do setor agrícola, após fechamento de 23 mil postos em julho.

O dado será acompanhado de perto por seus possíveis efeitos sobre as expectativas para a política monetária norte-americana.

Ontem, o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, moderou as expectativas de uma nova alta dos juros. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, a probabilidade implícita de aumento da taxa caiu para perto de 50%, ante 63% antes das declarações.