Às 9h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira (26), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de alta (+0,04%), cotado a R$ 5,1420. Na véspera (25), o câmbio caiu 0,19%, a R$ 5,1400.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – subia 0,10%.

O foco dos investidores hoje recai sobre a agenda econômica do Brasil e dos Estados Unidos, diante da divulgação de uma série de indicadores importantes.

Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reportou mais cedo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a variação dos primeiros 15 dias do mês, apresentou deflação de 0,40% em agosto, ante alta de 0,06% em julho. O mercado projetava um recuo de 0,30%.

Com o resultado, no ano, o IPCA-15 acumula ganho de 3,24%; em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Mais tarde, às 14h30, o Tesouro Nacional divulga o relatório da dívida pública de julho. No mesmo horário, também será publicado um informe sobre o Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026, documento que detalha a estratégia do governo para captar recursos e administrar a dívida ao longo do ano.

Nos Estados Unidos, saem hoje a segunda leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre deste ano e o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) de julho, um dos indicadores preferidos do Federal Reserve (Fed) para balizar suas decisões de política monetária. Ambos resultados serão publicados às 9h30.

No radar, os desdobramentos da pressão econômica exercida pelos Estados Unidos sobre o Irã. Washington também ameaçou punir países que mantenham transações econômicas com o país persa e iniciou uma campanha para que outros governos rompam relações com Teerã.

“O presidente Donald Trump está ligando para líderes mundiais com pedidos específicos para que cessem suas interações com o Irã”, afirmou na véspera o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. A A China, por sua vez, já afirmou que pretende manter as relações comerciais com o Irã.