A detecção de focos da Influenza Aviária (IA) em 33 países nos últimos três meses ligou o alerta das autoridades sanitárias e das entidades brasileiras do agronegócio. A confirmação da chegada do vírus ao Chile, na primeira semana de janeiro, por exemplo, fez com que as agroindústrias brasileiras produtoras e exportadoras de carne de frango e produtores de ovos suspendessem as visitas de clientes e fornecedores às áreas de produção para evitar o contato com aves vivas.

Em novo movimento, diante deste momento de atenção, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), por exemplo, implantou esforço para orientar aos produtores sobre as medidas que devem ser adotadas durante este período crítico, reforçando, ainda, as consequências socioeconômicas e prejuízos que a detecção do vírus pode causar. O Brasil é o único país entre os grandes produtores e exportadores de aves que nunca registrou foco da (IA).
“O vírus H5N8, o causador da Influenza Aviária, pode ser transmitido de uma granja para a outra pela movimentação de pessoas, especialmente quando sapatos e roupas forem contaminados, veículos, equipamentos, ração, gaiolas também podem carregar o vírus”, explica o analista de Pecuária da Famato, Marcos de Carvalho.
Entretanto, a principal forma de transmissão é por meio do contato direto com fezes, saliva e outras secreções das aves infectadas, estejam elas vivas ou mortas, esclarece Carvalho. O vírus da influenza aviária é capaz de sobreviver no meio ambiente, na água e matéria orgânica, dependendo das condições de temperatura e umidade, por um longo período de tempo e quase que indefinidamente em materiais congelados.