A verminose, doença que atinge gados de corte e leite, é uma enfermidade silenciosa, da qual muitos pecuaristas não dão a devida importância, principalmente no tocante à prevenção. É o que destaca o consultor da área de pecuária da Boi Saúde, José Carlos Ribeiro.
Segundo ele, por ser parasitária, a verminose compete com o animal infectado por minerais e nutrientes, o que causa sintomas como emagrecimento, anemia, sinais de baixa nutrição, falta de apetite, pelos crespos, pelagem de aspecto ruim ou com queda.
“Muitos proprietários fazem a aplicação de vermífugos nos animais, não é incorreto, mas só 5% da verminose estão no animal, os outros 95% estão na pastagem”, esclarece. “O vermífugo elimina a verminose do animal, mas não do ambiente, onde as fezes do animal contaminará o solo, transmitindo as larvas aos outros animais.”
De acordo com Ribeiro, ao término da época de seca, é recomendável aguardar até a pastagem atingir mais de 20 centímetros, para colocar o gado no pasto, a fim de evitar que os animais comam a pastagem e ao mesmo tempo os ovos e as larvas da verminose que estarão no solo.
Outra dica, ressalta o especialista, é não deixar o cocho muito baixo para evitar contato com a pastagem. “Senão a água da chuva lava a pastagem, passa pelo cocho e deixa ali os ovos da verminose que serão consumidos junto com a água e o alimento do gado.”
