O isolamento da campanha de Flávio Bolsonaro acabou ficando em segundo plano no noticiário diante das crises diplomáticas do governo Lula com Estados Unidos e Argentina. A revogação do visto da embaixadora em Washington e o rebaixamento das relações com o governo de Javier Milei não muda o cotidiano diplomático dos países, assim como não compromete o fluxo dos cidadãos, mas traz consequências internas. Lula se vê diante de um cerco externo para interferir no processo eleitoral e vai insistir na defesa da soberania, porém terá de começar a dosar o tom de embate para não escalar a crise. Na nota oficial de ontem, o governo deixa aberta a porta para o diálogo, mas sabe que novos capítulos poderão vir e terá de pensar duas vezes antes de adotar medidas mais duras. As respostas terão de ser calibradas. O efeito do escândalo do envolvimento de Flávio com Daniel Vorcaro já passou (novos fatos terão de surgir para requentar o assunto), assim como a briga com Michelle já se distanciou (ainda que não tenham se resolvido de fato). Quem entra na rota dos escândalos agora é Lula, com o filho alvo de três inquéritos, o aliado Jaques Wagner exposto no caso Master e o braço direito, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, desgastando a campanha com seus “empréstimos” suspeitos.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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