Depois de duas redes de fast food norte-americanas anunciarem a compra de ovos de aves criadas livres de gaiolas, nesta semana foi a vez da Cargill e da rede de restaurantes IMC (International Meal Company) anunciar a decisão a partir de 2025. A medida faz parte de um acordo mundial com a Humane Society International (HSI) e outras organizações de proteção animal.

Hoje, a criação de galinhas poedeiras é por meio de confinamento em gaiolas e, segundo HSI, foi comprovado cientificamente que este tipo de contenção causa angústia e dor física significativa aos animais.
Por este motivo, o uso de gaiolas na criação de poedeiras já foi proibido na União Europeia, Nova Zelândia, Butão e seis estados norte-americanos. Na Índia, terceiro maior produtor mundial de ovos, a proibição nacional também está em discussão pois viola uma legislação federal de bem-estar animal.
Em nota, a Cargill explica que a decisão faz parte de uma política empresarial que trabalha para ampliar impactos positivos e mitigar os negativos, melhorando as práticas socioambientais. No comunicado, a empresa ainda diz que vai apoiar os fornecedores para que alcancem o objetivo de seus produtos 100% livres de gaiolas.
Dona das marcas de restaurante Frango Assado, Viena e Brunella, a IMC diz que está em discussão com organizações não governamentais para obter alternativas imediatas, uma vez que ainda é raro no Brasil fornecedores que atendam essa exigência.